Sabem, as vezes é difícil lidar com alguns sentimentos, por mais que a gente saiba o que vai acontecer, que nada é para sempre, por mais que as pessoas passem aquele discurso tão conhecido, acho que na verdade é necessário dar ao tempo ao tempo.
Tem dores (emocionais) que sentimos e que parecem que não vão passar - sinceramente - eu acredito que não, elas vão é amenizar, ser esquecidas em algum cantinho do coração, mas uma hora ou outra voltam, mais amenas, mas voltam.
Dizem que nada é para sempre, pois bem, eu discordo, acho que tudo é para sempre, os momentos não são esquecidos e as pessoas que passam por nossa vida sempre vão deixar um pedaço delas inserido em nossa essência.
Com certeza, ainda iremos sofrer pelas coisas não vividas, mas talvez isso faça parte do crescimento. Acho que é nesses momentos de sofrimento que deixamos os sonhos de lado e buscamos a realidade, por mais difícil e distante que ela pareça. Acabamos, por um momento, esquecendo de nós mesmos e nos concentrando em outras coisas, que nem sempre nos fazem bem.
Mas como disse, acho que tudo faz parte do crescimento.
Quem um dia não sofreu por amor, pela perda de um ente querido, pela frustração de algo não realizado, e de uma forma ou outra fez com que a vida desse um giro completo.
Sofremos não por esquecer momentos, mas sim porque eles fizeram parte da nossa vida, porque sonhos foram quebrados, como se quebra um vidro, é por isso que sofremos.
Definitivo, nada é, nem a morte, pois tudo pelo que passamos continuará para sempre em nossa vida.
Transcrevo abaixo um poema de Carlos Drumonde de Andrade, que acho que relata um pouco o sentimento da dor, do definitivo. Me atrevo a discordar de alguns pontos, como deixo claro no texto acima, mas ainda sou uma novata na vida não é...
DefinitivoDefinitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e
passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos,
por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
Carlos Drumond de AndradePor todos os beijos cancelados, pela eternidade.
Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.
Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.
Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.
Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.
Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.
Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...
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