"Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."
Lya LuftAcredito que todos nós passamos por diversas provações, e sei que quando algum momento ruim se aproxima, ele não vem sozinho, normalmente vem calado e seguido de muitas lágrimas. Já as alegrias, ah, essas são eufóricas, bastam por si só, por isso vem sozinhas e chegam fazendo alarde.
Todos nós temos tempos de mudanças, pequenas ou radicais, mas esse tempo sempre chega. Acredito, que as mudanças que mais marcam são aquelas que chegam a nós de forma brutal, daí é necessário recolher-se, calar-se no silêncio do tempo, formar o próprio casulo. Nem sempre somos respeitados nesses silêncios, pois aqueles que nos circundam querem logo nos ver erguidos, mas não compreendem que precisamos disso, faz parte do processo.
Todos somos como as borboletas, nascemos lagartas, vivemos bem em nosso mundinho, até que em um dia ocorrem essas mudanças radicais e somos obrigados a nos recolhermos em nossos casulos, pelo tempo que é necessário para termos condições de criar asas e nos transformar em belas borboletas.
Cada um de nós tem seu tempo, tem sua forma de sentir e de transformar e, isso, com certeza, não é um processo fácil.
Cada um de nós tem seu tempo, tem sua forma de sentir e de transformar e, isso, com certeza, não é um processo fácil.
Recolher-se ao silêncio do mundo, das coisas que antes nos eram tão familiares, buscarmos dentro de nós mesmos uma força que nem sabíamos que existia para renascermos, mais fortes e bravos, mas nem por isso imunes a vida anterior vivida.
O casulo que erguemos em nossa volta são muralhas, são defesas que criamos para nos proteger, quando renascemos eles fisicamente somem, mas ficam arraigados em nossa essência, naquele cantinho escondido da mente e do coração.
Quando viramos borboletas, nos transformamos, buscamos desbravar o mundo, embelezar o que nos cerca, sem que esses saibam que em nossa essência ainda temos diversos casulos, diversos muros para nos protergermos do mundo.
E como as borboletas, passamos a maior parte da vida como lagartas, escondendo nossa beleza dentro de nós mesmos e, somente quando encontramos esse tempo de recolher e desabrochar, percebemos que a vida que nos espera é tão bela quanto a que tinhamos, mas somente vista de outro plano, basta acharmos esse tempo... Então, ache seu tempo, cale-se, recolha-se, transforme-se, saiba que ainda há muito o que descobrir e viver.
Não fugindo do que sempre digo: falar é fácil, já pôr em prática é bem mais complicado!
O casulo que erguemos em nossa volta são muralhas, são defesas que criamos para nos proteger, quando renascemos eles fisicamente somem, mas ficam arraigados em nossa essência, naquele cantinho escondido da mente e do coração.
Quando viramos borboletas, nos transformamos, buscamos desbravar o mundo, embelezar o que nos cerca, sem que esses saibam que em nossa essência ainda temos diversos casulos, diversos muros para nos protergermos do mundo.
E como as borboletas, passamos a maior parte da vida como lagartas, escondendo nossa beleza dentro de nós mesmos e, somente quando encontramos esse tempo de recolher e desabrochar, percebemos que a vida que nos espera é tão bela quanto a que tinhamos, mas somente vista de outro plano, basta acharmos esse tempo... Então, ache seu tempo, cale-se, recolha-se, transforme-se, saiba que ainda há muito o que descobrir e viver.
Não fugindo do que sempre digo: falar é fácil, já pôr em prática é bem mais complicado!

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